Empresários acreditam que o setor privado pode melhorar a gestão do Estado

Barómetro KAIZEN revela confiança dos líderes empresariais e destaca Justiça como prioridade de reforma na Administração Pública

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Mais de metade dos empresários portugueses acredita que gestores oriundos do setor privado poderiam contribuir para uma gestão mais eficiente do Estado, revela o mais recente Barómetro KAIZEN, divulgado em março de 2025. O estudo inquiriu mais de 250 líderes de médias e grandes empresas a operar em Portugal, representando mais de 35% do PIB nacional.

A reflexão surge na sequência da nomeação de Elon Musk para liderar um departamento de eficiência governamental nos Estados Unidos, e 63% dos inquiridos reconhecem que práticas do setor privado, centradas em eficiência e inovação, poderiam ser benéficas para a Administração Pública. No entanto, destacam também a importância de compreender as especificidades da gestão pública.

A Justiça foi apontada por 86% dos gestores como a área mais crítica a necessitar de reforma, seguida da Saúde, com 79%. Esta perceção coincide com uma confiança moderada na estabilidade política, apesar da recente queda do governo português: 59% dos empresários acreditam que o impacto será temporário, enquanto 33% receiam agravamento da instabilidade.

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Apesar do ambiente económico internacional incerto, 70% das empresas afirmam ter cumprido ou superado os objetivos de 2024, destacando-se a resiliência e capacidade de adaptação do tecido empresarial nacional. A confiança na economia portuguesa manteve-se estável, com ligeira melhoria face ao último inquérito.

Entre as prioridades estratégicas para 2025, o crescimento empresarial lidera com 32%, seguido pela consolidação de uma cultura de excelência (27%). Neste sentido, eficiência operacional (74%), transformação digital (45%) e aumento da produtividade (38%) são identificados como os motores principais para garantir competitividade a médio e longo prazo.

As tecnologias com maior potencial apontadas pelos gestores são a automação inteligente (64%) e a análise preditiva (56%), fundamentais para acelerar a tomada de decisões e garantir maior agilidade operacional. Paralelamente, 63% dos inquiridos afirmam que práticas de sustentabilidade e ESG contribuem para a rentabilidade, demonstrando uma crescente maturidade na integração de critérios ambientais e sociais na estratégia empresarial.

formação digital é essencial para o crescimento empresarial em Portugal
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No campo dos recursos humanos, 38% sublinham a importância de melhorar condições laborais para atrair e reter talento, respondendo a uma escassez estrutural de mão de obra que 47% das empresas dizem suprir com a contratação regular de imigrantes.

Para António Costa, CEO do Kaizen Institute, “a chave para a competitividade reside na conjugação de três fatores: eficiência operacional, inovação tecnológica e uma cultura de melhoria contínua”.

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