A NOVA FCT Executive Education está a organizar uma nova edição das Bridge Talks centrada na interseção entre tecnologia, inteligência artificial e direito, com um programa concebido para explorar como a inovação, a ética e a tomada de decisão humana têm de evoluir em conjunto. O evento realiza-se a 22 de abril de 2026, a partir das 14h00, no Palácio de Queluz, em Lisboa.
Sob o tema
Technology, AI and Law: Innovate with ethics, decide with responsibility, a conferência vai reunir especialistas da área jurídica, investigadores, decisores públicos e líderes tecnológicos para uma tarde de conversas e debates sobre uma das transições mais relevantes que está atualmente a transformar instituições e sociedade.
De acordo com o programa oficial, o evento irá analisar o impacto da tecnologia e da inteligência artificial no direito, com especial atenção às tensões entre inovação, ética, responsabilidade e tomada de decisão humana.
O evento integra a série Bridge Talks, promovida pela
NOVA FCT Executive Education, que descreve a iniciativa como uma plataforma concebida para fomentar ligações significativas entre o mundo académico e o mundo empresarial, explorar ideias transformadoras e construir pontes para um futuro mais sustentável e próspero.
A conferência abre com intervenções institucionais de boas-vindas de
Gonçalo Matias, Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, e
Rita Alarcão Júdice, Ministra da Justiça, dando o tom para uma conversa que liga políticas públicas, justiça, tecnologia e sociedade.
A primeira sessão,
Deciding with responsibility: the bridge between Science, Technology and Law, junta
João Massano, Bastonário da Ordem dos Advogados, e
José Júlio Alferes, Diretor da NOVA FCT, em torno de uma questão central: saber se a próxima grande reforma da justiça poderá depender menos de um novo código legal e mais de uma nova forma de decidir.
A segunda sessão,
Law and AI today: new rules, new responsibilities, é apresentada como um diálogo interdisciplinar entre direito e engenharia, centrado nos desafios atuais da regulação da IA, da supervisão, das sandboxes regulatórias e do desenvolvimento responsável.
O painel é moderado por
Cláudia Lima Costa e inclui
Cabanas Alves, Graça Canto Moniz, Miriam Santos, Raquel Brízida Castro e Vasco Rosa Dias. A descrição oficial refere ainda que a discussão irá abordar o impacto dos sistemas de IA em grupos vulneráveis, incluindo menores.
A terceira conversa principal,
Justice in evolution and innovation with impact, desloca o foco para exemplos concretos de como a inovação pode reforçar a eficiência, a confiança, a proximidade e o acesso à justiça sem comprometer princípios fundamentais. Moderada por
David Silva Ramalho, a mesa-redonda conta com
Cláudia Pina, José Luís Lopes da Mota, Marisa Monteiro Boorsboom, Paulo Correia e Vasco Silveira.
Um dos elementos diferenciadores desta edição é um momento imersivo de encerramento intitulado
Echoes of the Past, Signs of the Future. Integrada no cenário do
Palácio Nacional de Queluz, a experiência foi concebida para ligar património e reflexão orientada para o futuro, convidando os participantes a pensar de forma crítica sobre como humanos, dados e máquinas partilham cada vez mais o mesmo espaço de decisão.
Os organizadores apresentam o evento como uma oportunidade para refletir sobre a forma como o futuro da justiça está a ser construído através da tecnologia, da inteligência artificial e do julgamento humano, com ética, responsabilidade e impacto no mundo real no centro da discussão.
As inscrições estão abertas através da
página oficial do evento.