ESA reforça parceria com indústria privada para futuras missões lunares com estudo tecnológico da Venturi Space.
Agência Espacial Europeia vai estudar tecnologias críticas para rovers lunares, para preparar de futuras missões europeias de exploração e logística na Lua.
A Agência Espacial Europeia (ESA) assinou um contrato com a
Venturi Space para a realização de um estudo de redução de risco centrado em tecnologias-chave destinadas a futuras missões lunares. O projeto, em curso desde 1 de janeiro de 2026, visa preparar soluções técnicas para a próxima geração de rovers que deverão apoiar missões de exploração e logística na superfície da Lua.
Segundo informação divulgada pela ESA e pela empresa, o estudo incide sobre três áreas críticas: mobilidade, sistemas de alimentação elétrica e regulação térmica. O objetivo é consolidar conhecimento técnico já desenvolvido e traduzi-lo em requisitos compatíveis com o roteiro europeu de exploração lunar.
As campanhas de teste decorrerão nas instalações LUNA, infraestrutura desenvolvida conjuntamente pela ESA e pelo Deutsches Zentrum für Luft- und Raumfahrt (DLR), dedicada à qualificação de tecnologias em ambiente análogo às condições lunares. A Venturi Space utilizará o rover MONA LUNA como plataforma de ensaio para testar rodas hiper-deformáveis, sistemas de suspensão, baterias de elevado desempenho e o sistema de descida do rover a partir do módulo de aterragem, na fase crítica conhecida como egress.
De acordo com Daniel Neuenschwander, diretor de Exploração Humana e Robótica da ESA, “o setor espacial está a viver um desenvolvimento crescente, com maior envolvimento do setor privado e uma aceleração global no desenvolvimento de novas tecnologias”. O responsável acrescenta que a agência tem vindo a estabelecer novas parcerias com a indústria para reforçar a agilidade e as capacidades europeias.
Também citado em comunicado, Gildo Pastor, presidente da Venturi Space, afirma que o projeto “reflete uma abordagem pioneira” e sublinha que contribuir para futuras missões lunares constitui “uma fonte de orgulho” para a empresa.
O contrato inclui ainda o desenvolvimento e validação de interfaces mecânicas associadas ao módulo europeu Argonaut, destinado ao transporte de carga para a superfície lunar. A fase de descida do rover após a aterragem é considerada determinante para o início das operações no terreno.
Num contexto de crescente competição internacional no domínio da exploração espacial, a ESA reforça assim a colaboração com a indústria privada europeia, num esforço de preparação tecnológica para futuras missões lunares e para o posicionamento estratégico da Europa no novo ciclo de exploração do espaço.