Competências em IA nas empresas em Portugal ainda são insuficientes e travam adoção da tecnologia nas organizações.
A adoção da inteligência artificial nas empresas continua a ser condicionada pela falta de competências, num momento em que a tecnologia já está amplamente disponível.
Em Portugal, 28% das organizações identificam a escassez de competências em IA como a principal barreira à sua implementação, segundo dados do estudo
ManpowerGroup Employment Outlook Survey do segundo trimestre de 2025, citados num relatório da Experis.
Este desfasamento entre acesso à tecnologia e capacidade de utilização revela um problema estrutural no mercado de trabalho, onde a preparação das equipas se torna determinante para a transformação digital das empresas.
De acordo com Nuno Ferro, Brand Leader da Experis, “a integração da IA nos processos das organizações é já uma realidade”, mas exige que os profissionais invistam na sua formação e adaptação contínua para se manterem relevantes.
A dificuldade não se limita à adoção técnica. Estudos citados pela Experis indicam que profissionais com menor literacia em IA tendem a demonstrar maior resistência à sua utilização, enquanto aqueles que integram estas ferramentas no trabalho são mais valorizados pelas lideranças.
Num contexto de crescente automação e redefinição de funções, a incapacidade de adaptação à inteligência artificial pode traduzir-se em perdas de produtividade e em desvantagens competitivas para as empresas, reforçando a necessidade de investimento em qualificação e desenvolvimento de competências.