Projeto de IA aplicado à marca Play Up reduziu em 90% o tempo de lançamento de coleções e gerou poupanças anuais de 23 mil euros.
Uma automação baseada em inteligência artificial permitiu à marca portuguesa Play Up reduzir em 90% o tempo de lançamento das coleções e poupar cerca de 23 mil euros por ano.
A aplicação de inteligência artificial nas operações de pequenas e médias empresas começa a gerar ganhos concretos de produtividade. Um projeto desenvolvido pela startup portuguesa
Hi Human, fundada em 2024 em Matosinhos, permitiu à marca têxtil Play Up reduzir em 90% o tempo necessário para preparar o lançamento das suas coleções.
A Play Up, marca global de e-commerce de vestuário para bebé, criança e mulher, trabalha com duas coleções por ano e mais de 500 produtos por coleção. Até recentemente, as descrições dos produtos eram escritas manualmente, num processo que podia prolongar-se por um a dois meses.
Para resolver este problema, a Hi Human implementou um workflow com inteligência artificial capaz de analisar imagens dos produtos, gerar descrições no tom de voz da marca, traduzir automaticamente os conteúdos para quatro idiomas e otimizar os campos de SEO num único processo.
Segundo a empresa, a solução permitiu acelerar significativamente o lançamento das coleções e gerar uma poupança anual estimada de 23 mil euros em custos de tradução e produção de conteúdos.
“Com centenas de produtos por coleção, o lançamento era um processo pesado e demorado. Passámos a produzir conteúdos de forma muito mais rápida e consistente, mantendo o tom de voz da Play Up em vários idiomas”, afirma Bruno Correia, managing director da Play Up.
Fundada por Nuno Oliveira e Paulo Ribeiro, a Hi Human dedica-se a implementar automações e agentes de inteligência artificial em processos empresariais, com foco na eliminação de tarefas repetitivas e na melhoria da eficiência operacional das PME.
Além do setor têxtil, a empresa tem desenvolvido projetos em áreas como indústria, energia e serviços, procurando aplicar inteligência artificial diretamente nos fluxos de trabalho das organizações. Segundo Paulo Ribeiro, cofundador da startup, muitas empresas “ficam presas na fase das ferramentas e dos testes”, quando o objetivo deve ser colocar a tecnologia a funcionar no quotidiano das operações.