Medo de falhar condiciona carreira dos portugueses
Empreendedor.com
Atualidade
15 Abr 2026
O medo de falhar e o seu reflexo na carreira dos portugueses é o tema do livro de José Borralho, baseado em pesquisa da ConsumerChoice..
O medo de falhar continua a ser um dos principais fatores de bloqueio na vida profissional dos portugueses, segundo José Borralho, autor do livro Medo – Como Transformar Ameaças em Forças, apoiado por um estudo nacional realizado pela ConsumerChoice.
Nove em cada dez portugueses admitem ter medo de falhar profissionalmente, de acordo com o primeiro estudo nacional sobre o medo realizado pela ConsumerChoice, que analisou os principais receios da população em áreas como trabalho, saúde e relações pessoais.
Segundo José Borralho, autor do estudo e do livro Medo – Como Transformar Ameaças em Forças, o receio do fracasso continua a influenciar diretamente o percurso profissional de muitos trabalhadores. “Sempre que temos medo de falhar, de sermos rejeitados ou de perder algo, estamos a tocar em camadas profundas da nossa identidade”, afirma.
O estudo revela ainda que 46% dos portugueses já evitou tomar uma decisão importante por medo, enquanto 38% reconhece que este sentimento condiciona escolhas relevantes na sua vida.
No contexto profissional, 43% dos inquiridos admite que o medo já teve impacto negativo no seu desempenho laboral. Entre os receios mais frequentes estão o medo de falhar ou não atingir metas, referido por 28% dos participantes, o fracasso em projetos e tarefas, apontado por 25%, e o receio de despedimento, mencionado por 17%.
José Borralho defende que o medo não deve ser encarado apenas como uma limitação, mas também como um indicador de crescimento potencial. “O medo não é apenas um alerta de perigo físico, revela também os nossos limites e as nossas crenças”, sustenta.
Os dados mostram igualmente que 92% dos portugueses acredita que superar o medo é determinante para alcançar o sucesso profissional, enquanto 54% considera que este pode ter um efeito transformador quando bem gerido.
O estudo conclui ainda que muitos destes receios têm origem precoce, com 77% dos inquiridos a reconhecer que crenças e experiências da infância continuam a influenciar decisões tomadas já em idade adulta.
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