Preços das casas sobem 12,2% em fevereiro face a 2025 e atingem novo máximo histórico de 3.076 euros por metro quadrado, segundo dados do idealista.
Os preços das casas subiram 12,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, fixando-se em 3.076 euros por metro quadrado, segundo o
índice de preços do idealista. Trata-se de um novo máximo histórico, alcançado pelo quarto mês consecutivo. Em termos trimestrais, a subida foi de 2,5%.
Os dados refletem preços de oferta publicados na plataforma e indicam uma valorização generalizada do mercado, com aumentos anuais em 18 das 19 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas. Santarém (25,3%), Beja (22,8%) e Guarda (22,8%) registaram as maiores subidas, enquanto Vila Real foi a única capital de distrito com descida anual (-2%).
Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 6.059 euros por metro quadrado. Seguem-se Porto (4.060 euros/m²) e Funchal (3.959 euros/m²). Ao nível distrital, Lisboa lidera igualmente, com 4.653 euros/m², à frente de Faro e da Região Autónoma da Madeira.
Nos distritos e ilhas, os preços aumentaram em 25 dos 26 territórios analisados. A ilha de Porto Santo destacou-se com a maior valorização anual (32%), seguida da ilha Terceira (25,4%) e do distrito de Setúbal (20,2%). A única situação de estabilidade registou-se na ilha de Santa Maria.
Por regiões, todas apresentaram crescimento anual. A Região Autónoma dos Açores liderou com uma subida de 20,6%, seguida do Alentejo (17,6%) e da Madeira (17,5%). A Área Metropolitana de Lisboa registou uma valorização de 13,9%, enquanto o Norte apresentou o aumento mais moderado (10%).
A Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara do país, com um preço mediano de 4.350 euros por metro quadrado, enquanto o Centro permanece como a região mais acessível, com 1.766 euros/m².
O índice do idealista baseia-se na mediana dos anúncios válidos publicados na plataforma, excluindo preços atípicos e imóveis sem interação recente, e constitui um indicador da evolução dos valores pedidos no mercado residencial.