Teletrabalho aumenta riscos digitais e leva empresas a reforçar cibersegurança focada no fator humano.
A generalização do teletrabalho e dos modelos híbridos está a expor novas fragilidades na cibersegurança das empresas, colocando o fator humano no centro do risco digital.
Segundo o
Relatório de Ciberpreparação da Hiscox 2025, cerca de 90% das PME portuguesas reforçaram a formação em cibersegurança dirigida a colaboradores em trabalho remoto, numa tentativa de reduzir a exposição a ataques num contexto de crescente descentralização das operações.
Os dados indicam uma mudança estrutural na forma como as organizações encaram a segurança digital. Mais do que investir exclusivamente em tecnologia, as empresas reconhecem que a capacidade de prevenir e responder a incidentes depende cada vez mais do comportamento e da preparação dos colaboradores.
Essa perceção é reforçada pelo facto de 99% das empresas considerar que uma maior consciencialização sobre ameaças permitiria melhorar significativamente o tempo de resposta a ciberataques. Ainda assim, a capacidade de reação continua a ser um dos principais desafios, sobretudo num cenário de ataques mais frequentes e sofisticados.
Ana Silva, Cyber Lead da Hiscox Ibéria, sublinha que “reforçar o conhecimento interno sobre cibersegurança e promover uma maior consciencialização entre os colaboradores é hoje um fator-chave para reduzir riscos e melhorar a capacidade de reação das empresas”.
A crescente dependência de ambientes digitais distribuídos, associada à complexidade das ameaças, está a transformar a cibersegurança num tema transversal à gestão empresarial, com impacto direto na continuidade do negócio.
Num contexto em que o erro humano se afirma como uma das principais portas de entrada para ataques, a capacidade de formar, sensibilizar e mobilizar equipas surge como um elemento crítico na proteção das organizações.