IA ganha peso no compliance financeiro com fintechs a responder à pressão regulatória. Zango AI reforça equipa com ex-BBVA.
A crescente complexidade regulatória está a levar fintechs a reforçar a aposta em inteligência artificial para automatizar processos de compliance. A Zango AI integrou no seu advisory board Manuel Gonçalves Ferreira, ex-administrador do BBVA, num momento em que o setor financeiro procura soluções mais eficientes para responder à pressão regulatória.
A startup britânica
Zango AI reforçou o seu advisory board com a entrada de
Manuel Gonçalves Ferreira, gestor com mais de três décadas de experiência no setor financeiro. A nomeação surge num contexto de crescente exigência regulatória, que está a acelerar a procura por soluções tecnológicas capazes de automatizar processos de conformidade.
Com um percurso consolidado no BBVA, onde desempenhou funções como Executive Board Director e Managing Director nas áreas de Corporate & Investment Banking, Global Markets e Asset Management em Portugal, Manuel Gonçalves Ferreira traz para a empresa uma visão operacional sobre os desafios que as instituições enfrentam na gestão do compliance.
Segundo Ritesh Singhania, CEO e cofundador da Zango AI, a integração do gestor “reforça a capacidade de apoiar instituições financeiras na adoção de soluções de inteligência artificial aplicadas ao compliance, num momento em que o setor procura formas mais rápidas e seguras de responder à crescente complexidade regulatória”.
A utilização de inteligência artificial no compliance tem vindo a ganhar relevância à medida que as instituições financeiras enfrentam um volume crescente de exigências legais e de supervisão. Ferramentas baseadas em IA permitem automatizar tarefas como a monitorização regulamentar, a identificação de lacunas e a gestão de políticas internas, reduzindo custos operacionais e aumentando a capacidade de resposta.
Para Manuel Gonçalves Ferreira, “a inteligência artificial terá um papel determinante na forma como as instituições gerem o compliance, tornando-o mais eficiente e integrado nos processos de decisão”, destacando a necessidade de integrar tecnologia e conhecimento regulatório num setor em transformação.
Num ambiente marcado por maior escrutínio regulatório e pressão sobre a eficiência, a adoção de soluções tecnológicas no compliance tende a afirmar-se como um fator crítico de competitividade. A integração de perfis com experiência no setor financeiro reforça, neste contexto, a aposta das fintechs em aproximar tecnologia e regulação, numa tentativa de responder a um dos principais desafios atuais da banca.