Regadio no Alentejo ganha novo impulso com investimento superior a 100 milhões no circuito hidráulico de Reguengos.
O novo circuito hidráulico de Reguengos de Monsaraz representa mais de 100 milhões de euros de investimento e deverá criar cerca de 8.500 hectares de novas áreas de regadio no Alentejo.
O regadio volta a ganhar peso na agenda económica do Alentejo. O novo circuito hidráulico de Reguengos de Monsaraz, integrado no Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, representa um investimento superior a 100 milhões de euros e deverá permitir a criação de cerca de 8.500 hectares de novas áreas de regadio nos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Évora e Redondo.
O projeto será um dos temas em destaque nas XVII Jornadas FENAREG – Encontro Regadio 2026, que se realizam nos dias 17 e 18 de novembro, no Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições de Reguengos de Monsaraz. A iniciativa é organizada pela Federação Nacional de Regantes de Portugal, em parceria com a Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, e pretende discutir o futuro da água, do regadio, da governança e do financiamento do setor.
Segundo a FENAREG, a expansão do regadio é hoje uma questão estratégica para a competitividade da agricultura portuguesa, a resiliência hídrica do território e a segurança alimentar. O debate surge num contexto marcado pela pressão crescente sobre os recursos hídricos, pela adaptação às alterações climáticas e pela necessidade de reforçar a produtividade agrícola.
José Núncio, presidente da FENAREG, considera que o novo circuito hidráulico de Reguengos de Monsaraz “assinala uma nova etapa na expansão do Alqueva” e reforça o papel do regadio como motor de desenvolvimento económico, coesão territorial e sustentabilidade ambiental.
Para a federação, a infraestrutura cria condições para aumentar a produção agrícola, diversificar culturas, gerar valor e consolidar o Alentejo como região de referência no setor agroalimentar. O encontro irá também abordar a iniciativa “Água que Une”, apresentada como uma visão estratégica para uma gestão mais integrada e sustentável da água em Portugal.
A governança do regadio será outro dos temas centrais das jornadas. A FENAREG defende uma evolução do modelo de gestão, com maior participação das entidades gestoras e dos utilizadores da água na agricultura, bem como o reforço da cooperação institucional com a Autoridade Nacional do Regadio.
Marta Prates, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, afirma que o Bloco de Rega de Reguengos constitui uma oportunidade para “fixar investimento, criar valor e projetar o futuro da região”. Para a autarca, o regadio é um instrumento essencial para a sustentabilidade, a competitividade agrícola e a valorização económica dos territórios do interior.
A FENAREG representa 37 associados, que abrangem mais de 28 mil agricultores regantes e mais de 98% do regadio organizado nacional.
Eu não tenho talentos especiais. Eu sou apenas apaixonadamente curioso