Digital PR ganha relevância nas estratégias de SEO, mas marcas devem distinguir cobertura editorial de links pagos.
As pesquisas por Digital PR aumentaram 192% no último ano, num contexto em que marcas procuram reforçar autoridade e visibilidade fora dos seus próprios sites.
As pesquisas por “Digital PR” aumentaram 192% no último ano e atingiram 383 mil pesquisas no último mês, segundo dados da Glimpse analisados pela
Cupid PR. A tendência reflete o interesse crescente de marcas, fundadores e equipas de marketing em estratégias que combinem SEO, cobertura mediática e construção de autoridade digital.
Segundo a consultora britânica de Digital PR e SEO, muitas empresas continuam a confundir Digital PR com link building tradicional. A diferença está no método: enquanto o link building se centra na obtenção de backlinks, o Digital PR procura conquistar atenção editorial através de histórias, dados, comentários especializados e conteúdos com relevância para jornalistas e audiências.
“Digital PR não é apenas link building com um nome mais simpático”, afirma Sophie Rhone, fundadora da Cupid PR. A responsável sublinha que uma estratégia eficaz deve partir da pergunta sobre aquilo que a marca tem autoridade para comentar ou acrescentar, e não apenas da necessidade de obter um link.
A Cupid PR alerta também para o crescimento de práticas em que colocações pagas, guest posts ou inserções de links são apresentadas como “media links” ou “Digital PR links”. Para Sophie Rhone, “um media link não é automaticamente o mesmo que um link de Digital PR conquistado”.
A distinção é relevante porque as políticas de spam da Google consideram que a compra ou venda de links para influenciar rankings pode configurar link spam, salvo quando essas ligações são devidamente identificadas, por exemplo com atributos como sponsored ou nofollow.
A evolução da pesquisa com inteligência artificial reforça esta discussão. Ferramentas de descoberta baseadas em IA podem remeter para fontes externas, tornando mais importante a presença das marcas em publicações credíveis, menções especializadas e referências de terceiros. Ainda assim, a Cupid PR sublinha que não há garantias de visibilidade em respostas geradas por IA.
Para as marcas, a principal recomendação é avaliar com transparência o que estão a contratar: se a cobertura é editorial ou paga, se o meio é relevante para o setor e se os links são tratados de acordo com as regras aplicáveis. A autoridade digital, conclui a consultora, deve ser construída através de relevância e credibilidade, não pela compra disfarçada de links.