Empresas portuguesas continuam a subutilizar o incentivo fiscal à inovação, apesar do prazo do SIFIDE terminar a 31 de maio.
A maioria das empresas portuguesas continua sem recorrer ao
SIFIDE II, um dos principais incentivos fiscais à investigação e desenvolvimento empresarial, apesar de o prazo de candidaturas terminar a 31 de maio para a generalidade das empresas.
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Yunit Consulting alerta que apenas 0,71% das empresas utilizou este instrumento em 2024, deixando 99,3% do tecido empresarial fora de um benefício que permite recuperar parte do investimento realizado em atividades de inovação e reduzir o IRC a pagar.
O SIFIDE – Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial – permite deduzir à coleta do IRC até 82,5% das despesas elegíveis em investigação e desenvolvimento, incluindo custos com recursos humanos afetos a I&D, desenvolvimento de novos produtos ou processos, melhoria de operações, registo de patentes e outras atividades associadas à inovação empresarial.
A consultora sublinha que uma das principais barreiras à adesão continua a ser o desconhecimento dos critérios de elegibilidade. O benefício não se limita a grandes empresas tecnológicas ou a projetos laboratoriais, podendo abranger organizações de diferentes setores, dimensões e regiões, desde que exista uma componente de inovação associada à atividade.
Para Eduardo Silva, diretor de Operações da Yunit Consulting, o desafio está na dificuldade das empresas em reconhecer a inovação que já realizam. “Quando esse investimento não é identificado e enquadrado, perde-se a oportunidade de ter um retorno relevante, por via de benefícios fiscais”, afirma.
A Yunit Consulting refere ter apoiado cerca de 200 empresas na submissão de candidaturas ao SIFIDE, permitindo uma recuperação acumulada superior a 35 milhões de euros em crédito fiscal.
As candidaturas devem ser submetidas até 31 de maio, ou até ao final do quinto mês após o término do ano fiscal da empresa, através do portal da Agência Nacional de Inovação.