Portugal aumentou a adoção de IA em 2026, mas perdeu posição internacional num cenário de aceleração global da tecnologia.
A adoção de inteligência artificial em Portugal voltou a crescer no primeiro trimestre de 2026, mas o país continua a perder posição relativa num contexto de aceleração global da tecnologia, segundo o mais recente
AI Diffusion Report divulgado pelo Instituto da Economia da IA da Microsoft.
De acordo com o relatório, a taxa de adoção de IA entre a população portuguesa em idade ativa subiu de 24,2% para 26,4%, um aumento de 2,2 pontos percentuais face ao segundo semestre de 2025. Apesar da evolução, Portugal ocupa agora a 20.ª posição europeia e desceu para o 36.º lugar a nível mundial, refletindo um ritmo de crescimento inferior ao de outras economias.
Os dados apontam para um aumento do fosso global na adoção de IA. Enquanto o Norte Global atingiu uma taxa média de adoção de 27,5%, o Sul Global ficou nos 15,4%, evidenciando diferenças crescentes no acesso a infraestruturas digitais, competências tecnológicas e capacidade de investimento.
O relatório identifica também uma forte aceleração asiática. Doze das quinze economias com crescimento mais rápido desde junho de 2025 pertencem à Ásia, num movimento que está a alterar o equilíbrio internacional da adoção tecnológica.
Pela primeira vez, dez economias ultrapassaram os 40% de adoção de IA. Os Emirados Árabes Unidos lideram o ranking global com 70,1%, seguidos por Singapura com 63,4%. A Noruega e a Irlanda também surgem entre os países mais avançados.
A Microsoft destaca ainda o impacto crescente da IA no desenvolvimento de software e na produtividade das equipas tecnológicas, com uma integração cada vez mais ampla destas ferramentas ao longo do ciclo de criação de código.
O relatório sugere que a adoção de IA está a tornar-se um fator central de competitividade económica, num cenário em que a velocidade de implementação tecnológica começa a diferenciar países, empresas e regiões.