Barómetro KAIZEN: 77% dos empresários defendem redução da carga fiscal como chave para o crescimento económico em Portugal.
O mais recente Barómetro KAIZEN, realizado em novembro de 2024, revelou que 77% dos gestores portugueses destacam a redução da carga fiscal como uma medida essencial para impulsionar o crescimento económico de Portugal. O estudo, que inquiriu mais de 220 gestores de médias e grandes empresas representando 35% do PIB nacional, apontou também o investimento em inovação e eficiência operacional como pilares estratégicos para enfrentar desafios futuros.
Apesar do cenário económico global desafiante, marcado pela inflação e pela escassez de talentos, os líderes empresariais portugueses demonstram otimismo moderado. Cerca de 61% dos inquiridos esperam cumprir ou ultrapassar os seus objetivos para 2024, destacando-se pela capacidade de adaptação às adversidades.
Adicionalmente, 59% dos gestores identificam o investimento em inovação e eficiência operacional como estratégias-chave para mitigar os impactos do protecionismo e fortalecer a competitividade num mercado global em transformação.
No que toca às medidas do novo Orçamento do Estado, apenas 14% dos inquiridos acreditam que terão impacto positivo no crescimento das suas empresas. Este dado reflete o descontentamento generalizado com políticas fiscais e económicas que os líderes empresariais consideram insuficientes para responder às necessidades do tecido empresarial.
Para 2025, os gestores planeiam concentrar esforços em três áreas principais:
Estas prioridades sublinham o foco em estratégias sustentáveis e alinhadas com as exigências de um mercado global em rápida evolução.
O Barómetro também destacou uma crescente aposta na transformação digital e nos princípios ESG (ambientais, sociais e de governança). 70% dos gestores veem na automação de processos uma oportunidade disruptiva, enquanto 62% identificam o potencial da análise preditiva para otimizar operações. Paralelamente, o alinhamento com objetivos ESG demonstra um compromisso crescente com a sustentabilidade, embora ainda haja espaço para maior integração destas práticas.
António Costa, CEO do Kaizen Institute, resumiu o espírito da edição: “A mudança é inevitável, mas a transformação é uma escolha. Num cenário de incerteza, as empresas têm a oportunidade de se reinventar, convertendo a adaptação em vantagem competitiva.”